quarta-feira, março 01, 2006

Photo by Thiago Cardoso Pereira / thiago_napa@yahoo.com.br

Uno, Dos, Tres, Catorce ...

U2 Brazil, Feb. 21, 2006 - EU FUI!




Passava das 16 horas quando chegamos no estádio do Morumbi. Ao descer da Van, duas pessoas perguntam: “Ingressos sobrando?? Eu compro se tiver!!”

Descemos no portão 6 e então seguimos até o final da fila. No meio do caminho vendiam-se camisetas, cerveja, água e tudo mais... Quando finalmente entramos na fila começamos a caminhar em direção ao portão – a fila não parava. Estávamos nos aproximando, a fila foi afinando, e um policial diz: “Ingressos não mão!!”

Passado o primeiro portão uma fila de policiais está lá revistando todo mundo e dizem que não podemos entrar com garrafas nossas garrafas d’água. Sendo assim, um litro de água e meio litro de Ades abacaxi vão pro lixo.

De volta à revista, o policial apenas apalpa meus bolso e me deixa passar. Agora sob uma tenda azul uma fila de pessoas coloca nossos ingressos contra uma luz fluorescente para verificar se são autênticos e destaca uma parte do mesmo, e manda seguir em frente. Adiante, uma última catraca, um scanner manual de código de barras e uma garota destaca a última parte do ingresso. Bingo, estávamos dentro do estádio!!


Lá dentro junto com os outros foi correr pra pegar um bom lugar na arquibancada azul. Uma vez que não conseguimos ingressos de pista, a arquibancada azul era a melhor pra se ver o show.
Ao pisarmos na arquibancada a primeira foto:

Em seguida, continuamos até encontrar o melhor lugar disponível e lá nos instalamos. Tudo isso antes das 17:00. Agora bastava esperar quatro horas e meia para o início do show.

Vendedores começam a caminhar entre nós oferecendo seus produtos: água (R$ 3,00 o copo), picolés Kibon (R$ 3,00 cada) e cachorro quente Bobs (R$ 6,00 cada). Helicóptero da polícia militar sobrevoando o estádio assim como helicóptero da rede Record de televisão.

O sol começa a se pôr, e a arquibancada começa a ficar cheia, assim como a pista. Chega a hora de fazer “Olas” e a cada ola o pessoal da pista nos aplaudia.

A noite vai caindo e as 19:50 os músicos do Franz Ferdinand entram no palco para começar a animar a galera. O show de abertura transcorre bem, apesar de eu e talvez 80% do estádio só conhecer uma música do grupo, mas até aí tudo bem. O sol já havia se posto há tempo e agora as luzes sobre o palco mostram dezenas de pessoas levando os instrumentos embora, limpando o chão, preparando tudo. Uma tenda que estava cobrindo a bateria e nos preocupava pois estragaria nossa visão é então removida.

Bateria novamente posicionada, instruções coladas no chão do palco, esfregões limpando o palco, pessoas caminhando por toda a extensão por onde os músicos andariam e o tempo correndo...

O número de pessoas e movimentação sobre o palco vai diminuindo, e de repente todas as luzes do estádio se apagam e um canhão luminoso é aceso atrás do palco. A essa altura a emoção já era tão grande a o estádio inteiro gritando que honestamente não me lembro se consegui ouvir o refrão de de Wake Up do The Arcade Fire. Mas todos sabíamos que aquilo era o sinal, a qualquer instante eles estariam no palco...

De nossa posição na arquibancada conseguíamos enxergar a entrada do palco, quando então cordão de policiais / bombeiros é formado e por entre eles enxergam-se lanternas e sim, são eles, U2 a caminho do palco. O estádio inteiro em êxtase a arquibancada tremendo, ouve-se primeiro a guitarra do Edge, com os acordes de City of Blinding Lights, e em seguida é a vez de Bono subir ao palco, vestindo a bandeira do Brasil em sua jaqueta e saudando o público.

O show começa finalmente e a galera agita o estádio inteiro com City of Blinding Lights, e em seguida Vertigo. O ânimo estava tão forte que nos refrões mau ouvia-se a voz de Bono ou Edge, somente o público.

Após essas duas músicas chega a vez de Paul David Hewson, ou Bono Vox como é mais conhecido, proferir as seguintes palavras em algo mas nem tão bom português: “Ontem nós tocamos ao vivo para todo o Brasil. Hoje é nossa festinha particular”. Nem é preciso dizer que o estádio foi ao delírio.

Seguiram-se então os sucessos da banda. Uma felizarda foi pro palco e conseguiu fazer Bono e Edge improvisarem “Desire”. Surpresas não pararam por aí. O show continuou com um repertório um pouco diferente do primeiro dia, mas que não deixou nada a desejar.

Emoções à parte, durante a música “One”, Bono pede “Candle Lights” e o Morumbi inteiro vira um céu estrelado devido à luz dos aparelhos celulares. Um momento único, após seu discurso falando sobre o potencial do país e como as pessoas deveriam se juntar para contribuir para que esse potencial seja alcançado. Nesse momento Bono não arriscou nenhum português durante o discurso, ele falava em inglês e no telão aparecia a tradução para os que não conseguissem entender. Diversos momentos do show foram adaptados para o Brasil (e com certeza são adaptados por todos os países por onde a turnê passa), o mais marcante é após Miss Sarajevo quando Bono diz: “Is there a time for human rights” e enquanto uma voz infantil fala em inglês, a declaração Universal dos Direitos Humanos começa a correr pelo telão.

A noite seguiu e o show também. O set list do dia e os comentários estarão nos artigos colados no final desse post.

Após o show esperamos um pouco o pessoal dispersar, fomos então rumo ao portão 6 encontrar com as outras pessoas que estavam conosco na Van. Ao todo éramos 16 pessoas, todas super satisfeitas com o que tinham visto.

Do momento que acabou o show até o momento que conseguimos chegar na Van mais de uma hora se passou. No caminho compramos camisetas, usamos nossas capas de chuva que não tínhamos precisado usar até então, e finalmente nos acomodamos no veículo para voltamos para casa de alma lavada.

Chegamos as três da manhã na Unicamp sob chuva. Daí foi chegar em casa, comer algo, tomar banho e cair na cama as 4:05 AM, exausto, porém reconfortado pelo dia...

Promessa cumprida :)

A seguir artigos sobre o show.

Boa noite e preparem-se... as aulas estão chegando!!!!!

*********************************

São Paulo #2 Setlist

The second of U2's two São Paulo shows featured a number of surprises in its setlist. Arguably the most notable was the Vertigo Tour debut of Desire. Although it was an Elevation Tour regular, it has only been played once since 2001, at a promotional gig for How To Dismantle An Atomic Bomb on 15 November 2004. This particular performance was in response to a request from a member of the crowd, and it was played by only Bono and Edge, with Bono forgetting many of the lyrics. Before Desire was another surprise, the first performance of The First Time in a stadium. Its previous Vertigo Tour appearances have all been indoors in American arenas, the last of which occurred on 21 November 2005.

After missing the last two shows, Yahweh returned in the encore tonight, but a bigger surprise was to follow in the form of All I Want Is You. It was last played on 8 October 2005, and last appeared in an encore on 1 December 1989. To add to the surprise, at the end of All I Want Is You, Bono included a snippet of Love Rescue Me, a song last played on 10 January 1990. This is the first time All I Want Is You has ever closed a concert.

The full setlist was:

- City Of Blinding Lights
- Vertigo
- Elevation
- Until The End Of The World
- New Year's Day
- I Still Haven't Found What I'm Looking For / Está Chegando A Hora (snippet)
- Beautiful Day / Blackbird (snippet)
- The First Time
- Desire
- Sometimes You Can't Make It On Your Own
- Love And Peace Or Else
- Sunday Bloody Sunday
- Bullet The Blue Sky / When Johnny Comes Marching Home (snippet) / The Hands That Built America (snippet)
- Miss Sarajevo
- Pride (In The Name Of Love)
- Where The Streets Have No Name
- One

Encore 1:
- Zoo Station
- The Fly / (I Can't Get No) Satisfaction (snippet)
- Mysterious Ways
- With Or Without You

Encore 2:
- Yahweh
- All I Want Is You / Love Rescue Me (snippet)

Comments: Desire was played by just Bono and Edge, in response to a request from an audience member.

Fonte: http://www.u2-vertigo-tour.com/
*********************************

Quarta-feira, 22 fevereiro de 2006
CADERNO 2

Segundo show do U2 é disparado muito melhor

Banda tem público maior e mais participante - a Polícia Militar calculou cerca de 7 mil pessoas a mais do que no primeiro dia - que cantou a plenos pulmões todas as letras

Jotabê Medeiros

O segundo show do U2 no Morumbi foi disparado melhor do que o primeiro - maior participação do público, mais envolvimento, emoção, eletricidade, intensidade. Cantou alto e a plenos pulmões todas as letras, às vezes berrando para além do Morumbi, em um dia de inexplicável entrega de uma platéia. O concerto começou com atraso de 20 minutos.

A nova apresentação da banda irlandesa U2 no Estádio do Morumbi teve também um misterioso acréscimo de público, detectado pela Polícia Militar. Enquanto o público declarado pela organização, baseado no número de ingressos vendidos, era de 73 mil pessoas (lotação total), o segundo dia foi claramente superior em número ao primeiro. Toda a pista do estádio estava ocupada. A Polícia Militar calculou cerca de 80 mil pessoas, estimativa do coronel Luis Fernando Tarifa Serpa que informou também que Bono agradeceu pessoalmente pela segurança no estádio. "Nos últimos 50 shows não vi uma segurança tão perfeita", garantiu o cantor.

O show começou às 21h32, com a execução mecânica de Wake Up, do grupo Arcade Fire, espécie de senha que os irlandeses adotaram para sua subida ao palco. O U2 entrou em seguida, às 21h35, com a canção já cristalizada como seu abre-alas, City of Blinding Lights, homenagem à cidade de Nova York.

"Ontem nós tocamos ao vivo para todo o Brasil. Hoje é nossa festinha particular", disse Bono, em português, revelando que estava consciente que estava diante de um novo público, mais aberto, e que não havia a obrigação da performance calculada para as câmeras. Ele continuou falando com a platéia, sempre com a autoridade de velho militante das causas humanitárias. Agradeceu a "novos amigos", como o arranjador e maestro Quincy Jones, presente ao show, mas quando se referiu ao ministro Gilberto Gil e ao presidente Lula, a platéia vaiou.

Ao cantar Desire, que não esteve no primeiro show, içou uma nova garota da platéia, mais uma candidata a se tornar musa do Orkut por um dia. A moça, extremamente desinibida, não teve dúvidas: sacou o celular e passou a tirar fotos suas e do cantor. Em dado momento, ele arrancou o celular de suas mãos, delicadamente, e ela passou apenas a liderar o coro da multidão, agarrada ao seu ídolo.

O telão do U2 também trouxe novos "truques" na noitada. Uma figura de um homem digital, no telão, caminhava num passo monocórdio. A figura evocava uma das esculturas do artista inglês Julian Opie, instaladas no prédio da prefeitura de Nova York, em Chambers Street.

Um dos momentos mais emocionantes do show dessa terça foi quando Bono, antes de cantar o clássico One, iniciou um discurso para estimular os brasileiros a respeito de sua crença no futuro. "O Brasil está começando uma nova jornada, e nós encorajamos vocês a fazer parte dessa jornada", disse, enquanto o texto aparecia no telão, em português. A união de "velhos e jovens, direita e esquerda", disse, poderia nos tornar mais poderosos, juntos. Na platéia, celulares acesos e as câmeras emitindo flashes formaram um espetáculo inesquecível. Em seguida, ao cantar Mysterious Ways, como já fizera na noite anterior, Bono içou mais uma garota da platéia, abraçando-se nela para executar a música.

O U2 fez dois bis, o primeiro com quatro músicas e o segundo com duas. Lotado até a tampa, o público não arredou pé até ouvir tudo a que tinha direito. O rock, mais uma vez, demarcou seu território no grande templo do futebol. Bono viajaria hoje para Salvador, onde vai assistir ao carnaval baiano no camarote da empresária Flora Gil, o Expresso 2222. Flora é mulher do cantor Gilberto Gil. No dia 26, apresentam-se em Santiago, no Estádio Nacional.

DESESPERO

Ontem, às 22 horas, o Morumbi se dividia em dois grupos: dentro, a euforia do show; fora, o desespero pelo ingresso. A Polícia Militar estimou que aproximadamente 20 mil pessoas estavam, durante o show da banda irlandesa, para fora do estádio. "Tem ingresso, tem ingresso, alguém tem ingresso", era o que se ouvia de homens e mulheres, meninas e meninos, muita gente, que inebriados pelo show de segunda-feira, correram ao Morumbi em busca de uma entrada.

"Preciso de um ingresso, você tem?", perguntou desesperada a estudante de 15 anos, Paula Leite. Assim também estava Cristiane Colavita, de 27 anos, bacharel em Direito: "Estou pedindo para qualquer um, o que eu tiver no bolso eu dou." Os raros ingressos que apreciam nas mãos dos cambistas, oscilavam entre R$ 400 e R$ 500. Colaborou Fabiano Rampazzo

Fonte: http://txt.estado.com.br/editorias/2006/02/22/cad45065.xml

2 comentários:

Érika Mitie Honda disse...

Puxa.. estou impressionada q nao comentei no post anterior e nesse eu demorei tanto.... ah fazer oq ne? Pelo menos o Romulo fez o trabalho para mim.. hehehe

Q bom q gostou do show!! Realmente devia estar muito loko mesmo!!! Show ao vivo é outra coisa ne??

Agora são as aulas q temos q aguentar.. hehehe..... boa sorte para nós! =D

Bjinhusss,
Erikinha

Thaty Yoko disse...

que bom, graças a vc achei uma música que estava procurando... 'Star'